O primeiro freela
Fui hoje conversar com o sujeito do freela. Os caras não têm dinheiro pra nada, mas insistem que eu, e não eles, faça um preço. OK, vi o preço de serviços de apuração e redação na tabela do Sindicato dos Jornalistas (que já é uma piada de baixo), fiz vários descontos e, ainda assim, acho que eles não vão poder pagar. Vou passar o preço pra eles e paciência, eles que façam uma contraproposta. Eles não tentam arrumar um voluntário porque querem que a pessoa faça o trabalho com compromisso, responsabilidade (como se eu fosse capaz de fazer qualquer coisa nas coxas. Até queria ser). Mas é claro que tem que me pagar, né, imagina! Apesar de eu não estar fazendo isso pelo dinheiro, quero nem que seja uma bala e um chiclete.
Ao menos, o trabalho parece divertido. Fora ter que ir aos eventos do clube (isso não é bom). Mas tem umas entrevistas com figuraças do "mundo português". Vou ter que escrever sobre um tal de departamento feminino. Soltem a imaginação: quais serão as atribuições de um departamento feminino num clube português???
Lavínia
Ela fez a prometida visita ao hospital. Apesar de ter se atrasado uma hora, a moça é bem simpática, não teve frescuras com os pacientes (e olha que a maioria não está num estado lá muito confortável de se ver), visitou todas as enfermarias, conversou com os doentes e não parecia muito preocupada com a Imprensa, tanto que ficou lá até bem depois deles terem ido embora. Parecia estar fazendo a coisa de coração aberto.