Hoje recebi DOIS comentários sobre o meu blog. Estou orgulhosa e empolgadíssima, por isso, não se assustem se eu escrever demais.
No limite
Estávamos hoje no almoço conversando sobre coisas ruins que temos que comer/beber para não desagradar um anfitrião. Lembrei de um verdadeiro trauma de infância que tenho, aliás, que eu e minha irmã temos. A gente foi a uma casa de “gente rica” e perguntaram se queríamos café ou suco. Criança (eu tinha uns 10 anos), claro, prefere suco. Então, trouxeram o tal suco, um líquido branco, esquisitão. Pensamos: “ué, será que é de côco?”. Quando provamos, qual não foi a nossa surpresa ao percebermos que era... de anis! Que sacanagem dar suco de anis pra criança! Ficamos brincando com o suco até a hora de ir embora, sonhando com o café. Eu acho que a minha irmã, que era um pouco mais velha, fez o sacrifício e tomou. Eu dei uns dois goles e deixei o resto lá.
A Jackie contou a história dela. Uma vez ela, criança também, estava na casa de não sei quem e perguntaram se ela e o irmão queriam sorvete. Claro que queriam! Aí, trouxeram de pistache. Pode ser uma delícia, mas imagina os dois pirralhos vendo aquele treco verde? Sorvete verde???
E o Marcos Fábio, figuraça, contou da vez em que estava na casa de um colega e a mãe do cara anunciou: “Vou trazer uma coisa deliciosa pra vocês!” E trouxe doce de cajá! Eu nunca comi isso, mas, pela cara que ele fez, deve ser um treco horrível.
Someeente por amor
A secretária do Diretor fez o que não se pode fazer em prédios públicos (shh! Não contem pra ninguém!) e levou uns mimos árabes para vender. Bijuterias imitando as jóias da Jade e lenços. Um luxo. Comprei um lenço maravilhoso, roxo meio transparente com desenhos dourados. Fiquei indecisa se comprava ou não uma bijoux, e iniciou-se uma discussão sobre feminilidade. A secretária disse:
- Gente, nós somos mulheres, mulheres se enfeitam! A gente fica tão ligada no trabalho, na praticidade, que às vezes é muito mais fácil pegar uma calça e uma camiseta... mas temos que exercitar nossa feminilidade!
- É mesmo... às vezes, eu me sinto um homenzinho... muito macho! – eu disse.
- Pois é, a gente tem tanto que colocar o pau na mesa no trabalho que acaba levando isso pra fora daqui, pros relacionamentos... – arrematou a secretária
- E a gente vai se masculinizando, acaba não esperando mais pequenas gentilezas. A gente chama o táxi, abre todas as portas, assobia pro garçom no restaurante... – completei.
É isso mesmo. Chega de ser sargento. Vou agir que nem uma mulherzinha agora. Gritar quando quebrar a unha. Ter medo de andar em trilhas. Fazer compras compulsivamente. Chorar vendo novela. Comer enlouquecidamente e depois morrer de culpa. Conversar com as amigas no telefone por horas. Ser frágil, ter medo. Ah, eu também posso, oras!
Jo-se-li-to
Lucinha: - Era uma mulher querendo saber onde faz mamografia.
Jackie: - Não tem em todo lugar e quando é pago, é um exame muito caro...
Raul: - Diz pra ela que eu faço a mamografia dela de graça.
Que grosseria, Raul!
Pasmaceira
Hoje foi um dia ocioso. Janeiro é um mês tradicionalmente calmo, o único mês calmo do ano. O mês em que minha funcionária deveria estar de férias, para que eu estivesse fazendo o meu trabalho e o dela. Por um problema operacional da Divisão, ela não pôde tirar em janeiro. Resultado: e o medo de, quando ela tirar, as coisas estarem normais outra vez (ou seja, eu com quinze tarefas ao mesmo tempo) e eu ter que fazer o trabalho dela? Não quero nem pensar.
Voltando ao assunto, um dia horrorosamente calmo. Às 14h30, já não tinha nada para fazer, porque uma reunião que eu teria foi desmarcada. Sempre é uma alegria qualquer reunião cancelada, comemorei sonoramente, com muitos vivas e soquinhos no ar. Mas isso arruinou praticamente o que seria a única distração da minha tarde. Sendo assim, passei horas lendo blogs, disparando e-mails e escarafunchando o conteúdo da Intranet da empresa. Tem uma área chamada “normas administrativas” que você só lerá se estiver num dia como o que o meu foi hoje. Algumas normas :
“Solicitação de colaborador”
“Promoção de Eventos Científicos”
“Uso do malote”
“Solicitação de Necrópsia”
“Liberação de corpo”
Radical.
Não falei que hoje eu ia escrever à beça? Quem manda meus.... anh... cinco (pode ser?) leitores me darem bola?
Reproduzo aqui um dos comentários que recebi:
Oi !
Eu leio o seu blog quase todo o dia.
A sua vida é interessante, eu gosto de acessar pra saber fofocas suas.
não deixe de escrever.
beijos,
José Augusto.
Quase caí de joelhos em prantos quando li isso. Deus do céu, como eu sou carente!
Tem também o comentário da Li, minha miguinha de infância (ou melhor, de pré-adolescência), mas este terei que colocar só amanhã. Esqueci de reenviar o e-mail que ela mandou do trabalho para a minha casa. Fiquei super-orgulhosa com o que ela disse.
Blogs
O que eu li hoje durante o ócio:
3x4 colorido (default)
Abstinência (quase) total
Piores blogs
MatchBox
Histórias, estórias e afins