As flores de plástico não morrem
Um gentil floricultor que nos vendeu o arranjo da última solenidade fez a grande delicadeza de mandar algumas rosas para cada uma de nós que tínhamos falado com ele: eu, LuIcia e a Menina do Rouge.
OK. Deixei as rosas lá, dentro do meu porta-canetas. Junto com as canetas, lápis, borrachas, clips, ratos mortos. Tudo menos água. Pra quê água? Vai tudo morrer mesmo...
Ao final do dia, LuIcia prepara-se para levar os mimos para casa. Ela estranha eu não estar levando as minhas.
- Você não vai querer as suas flores?
- Não.
- Mas elas vão morrer aqui!
Olho então com cara de que-arda-no-fogo-do-inferno:
- E daí? Odeio rosas.
Pessoas traumatizadas... mais 10 anos de terapia pra curar isso!