Aqui se faz...
E tinha o moço do computador. O moço do computador foi um corno que colocou as mãos no meu velho micro. Eu estava ansiosa pela instalação do Velox que seria feita nos próximos dias e não pesquisei muito - entreguei minha querida máquina bichada ao sujeito que tem um portinha em uma rua aqui perto de casa, indicando que faz todo tipo de consertos nessa área. O mão-podre me cobrou uma GRANA que eu tenho até vergonha de dizer e disse que tinha me trocado o HD. O HD era, segundo ele, o problema. Só que eu paguei um preço bem mais caro que devia por um HD de capacidade muito baixa - estranhamente, a mesma capacidade do meu antigo que ele supostamente tinha trocado. Isso era estranho porque o antigo era de uma capacidade que não se vende mais. Como ele tinha arrumado um? Depois, futucando aqui e ali, acabei percebendo que ele não tinha trocado o HD droga nenhuma. Principalmente porque depois de um (pouco) tempo, o micro voltou a dar o mesmíssimo problema.
Claro que eu joguei um candango morto na loja e na vida dele.
Um dia, aquela portinha ainda vai fechar e ele vai morrer na miséria. Por enquanto, me contento com o que meu pai me contou. Que, passeando outro dia tranquilamente pela rua, ele viu um sujeito que tinha batido feio o carro praguejando na rua. Um ônibus pegou o carro do cara. Adivinham quem era? O moço do computador.
Isso me lembra da papelaria que não quis me vender um apontador porque eu estava com o dinheiro inteiro que logo depois faliu... e da auto-escola cuja dona me tratou com ironia que fechou as portas semanas depois,atolada em dívidas, soube eu... e tantas e tantas outras histórias de ratos, calangos e candangos mortos jogados.
Mas não sou eu, não. É a justiça divina.