O POST DE PORTO SEGURO - AGORA ACABOUA onda do momento na Bahia é uma música idioooota toda a vida que tem o singelo nome de “Cowboy viado”. A coisa é tão bizarra que só ouvindo pra saber. Tocava em tudo quanto é lugar. Um cara dá um berro “aeeeeee comboy viaaado”, começa um acorde de uma música antiga da Blitz e o cara falando sobre o cowboy viado. Até que a música fica rápida, vira tipo um funk que diz: “senta, ele senta, eu sei que senta, ele senta”. Um primor da tosquice.
Cismei que queria comprar um CD com a música, pra trazer pro Rio de lembrança. No aeroporto, na volta, aos 45 do segundo tempo, parei numa loja de badulaques quando eu vi. Estava lá ele, um CD pirata com uma plaquinha “CD com a música do cavalo (cowboy viado)”. Pelo visto, toda a turistada deve querer essa porcaria. Nunca mais ouvirei, mas está lá na minha estante.
A música idiota tocava em todas as nossas nights de Porto Seguro. Aliás, as nights eram compostas de luaus. O povo lá monta estrutura nas praias ou em ilhas e fazem as festinhas. Tem show de axé e lambaeróbica. A lambaeróbica é o pior, é quase a filial do inferno (juro que vi em cima a sombra de um ente avermelhado e senti um odor de enxofre), mas com o axé dá até pra se divertir.
Em uma das noites, fomos para uma “boate” fechada, porque estava chovendo e os balacos na praia foram todos cancelados. Entre uma música ruim e outra,
AnaPôla vira pra mim e fala:
- Aquele ali não é o Bam Bam?
BamBam, Kleber, ex-BBB.
Fiz olhos de ratos mortos e disse:
- Parece...
Olhei melhor.
- Parece muito.
Ele chegou perto.
- Cara, é ele. Que BIZARRO.
Lamentei tremendamente não estar com a máquina fotográfica pra registrar aquele momento inusitado. Ana, depois de uma caipirinha, insistia:
- Ah, Fernanda, vai lá, dá mole pra ele!
- Eu, hein! Por que eu e não você?
- Sei lá!
Animadérrimo.
BebidasFalando em caipirinha, essa da “boate fechada” estava até razoável, mas as bebidas dos tais luaus eram uma derrota. Fraaacas que só tomando umas 530 a pessoa ficava alegrinha. No último lugar que fomos, pedi um drink chamado “cai pra trás”. Era a minha última chance de ficar bêbada em Porto Seguro. A bebida levava três tipos de álcool, rum, vodka e conhaque. Ainda assim, pedi ao barman, das duas vezes em que fui lá, pra ele fazer “forte”.
- É pra cair pra trás, sacou?
Funcionou que foi uma beleza.
Exterminador de barangas, ele viveQuem disse que o exterminador de barangas tira férias? Tira não! Ele preparou um superatentado. Quase morri em Porto Seguro, indo pra praia mais maravilhosa, Pitinga. Se eu tivesse morrido antes de chegar lá, ia ser sacanagem.
Comprei uma garrafinha de água mineral, acessório indispensável para o calor senegalesco que fazia lá, mesmo com o tempo meia bomba. Quando fui beber, senti que algo ficou preso na minha garganta, não saía e nem eu conseguia engolir. Era um PEDAÇO DA TAMPA que tinha caído na água. Comecei a tossir e babar, uma cena patética, até que desisti de cuspir o troço e passei a tentar engolir. Consegui. Um vexame. Isso só acontece comigo. Digno do blog do
Andreh. A pobre da Ana, coitada, já pensava no que ia fazer com o corpo e como ia contar pros meus pais que eu tinha empacotado em uma balsa de Porto Seguro.
As comidasFomos morrendo de medo do que íamos comer lá. Todo mundo que um dia pisou no Nordeste nos alertou para toda a sorte de piriris e infecções intestinais que poderíamos adquirir neste lugar. Tomamos tanto cuidado que conseguimos sair de lá ilesas (bom, se ainda não saiu, eu tenho um pedaço de plástico de garrafa no estômago, mas, fora isso...).
No primeiro dia, à noite, arriscamos e pedimos uma pizza de uma pizzaria que tinha em frente. O troço era tão grande que não conseguimos comer tudo e eu resolvi guardar o resto “pra depois”. Aquilo ficou dias rolando dentro do frigobar e eu não conseguia nem comer, nem jogar fora. Peguei amor. Teria tirado uma foto com ela, se a camareira não tivesse ousado jogá-la fora e acabado com o meu dilema. Fiquei mal, mas vida que segue. Não podemos nos apegar assim a coisas materiais.
Pra quem sentiu falta dos pontos positivos...E lá tem graça falar dos pontos positivos da viagem? Eu, hein. Bom são as bizarrices. Mas, pra não desanimar aqueles que estão planejando ir a Porco Seguro, eu adorei a viagem, adorei conhecer as praias, mesmo não sendo “o melhor lugar do Nordeste”. Afinal de contas, ainda que Ipanema não seja “a praia mais bonita do Rio de Janeiro”, vale a pena conhecer.
Key, manda um e-mail pra mim que eu lhe dou todas as dicas. No final, eu já era local de Porto Seguro, sabia ir pra tudo quanto era lugar, já tava dando até informação. Digo também os passeios que valem a pena ser feitos pela CVC e os que você consegue conhecer sem pagar uma fortuna. Aproveita que está tudo fresquinho aqui no coco!