COISAS DE AVIÃO - INDO PRA SÃO PAULOA ida - eliminando um brotherEu e Suave Veneno fomos para São Paulo na segunda-feira fazer um curso de dois dias. Marcamos de nos encontrar no aeroporto às 6h40 da manhã. Diliça. Quando cheguei, ainda dormindo, ela estava lá e já tinha feito o check-in. Fui fazer o meu e pedi pra tiazinha ver se tinha lugar no avião perto de Suave. Após consultar seus supercomputadores de alta tecnologia, ela anunciou:
- Não, não tem lugar do lado dela. Já está tudo lotado.
OK, então, pedi que ela visse qualquer poltrona. Dali a uns instantes ela diz:
- Peraí... pronto, consegui um lugar perto da sua amiga. Foi só REMOVER UM PASSAGEIRO.
Que me-da. Será que ela matou alguém e eu nem vi? De repente ela tem uma caxinha que nem aquela do Além da Imaginação que apertava um botão e alguém morria. Sempre quis uma dessas. Onde será que ela arrumou?
A ida - a Joselita do embarqueJá no salão de embarque, perguntamos pra tiazinha do portão se o nosso vôo já estava embarcando.
- Sim... já está FINALIZANDO o embarque.
Uai! Como assim, Bial? O vôo era de 7h10 e não eram nem 7h... como estava finalizando? Esse povo quer deixar a gente tensa. Uma maldade com alguém que não tinha dormido na noite anterior.
Antes da ida - o motorista sem loçãoSuave pegou um táxi para o aeroporto. Mesmo de manhã cedo, estava um calor de arrepiar. Se bem que calor não arrepia. Ah, licença poética. Enfim, aquele calor senegalesco, 28 graus às 6h da manhã... Suave pede para o motorista ligar o ar-condicionado. Ao que o Joooo... responde:
- Olha, eu vou ligar porque você está pedindo. Mas não está calor.
Cacetes rodoviários! Primeiro que estava um calor horrendo, segundo que o velhinho (devia ser um velhinho) não tinha nada que fazer esse comentário. Mas Suave, que não deixa por menos, disse, tranqüilamente:
- É que eu estou chegando perto da menopausa, sabe.
O melhor é que Suave tem uma cútis de 20 e poucos anos e o taxista, então, calou a boca.
A viagem - o louco da bolsaAo me sentar no meu lugar, coloquei a bolsa debaixo do banco, do jeito que sempre fiz. Dali a pouco passa um comissário com a cara do Thiago Lacerda (no mau sentido. Era a cara do Thiago Lacerda fazendo papel de psicopata) e diz:
- Você pode colocar a sua bolsa mais pra baixo do banco?
Fiquei com medo daquela cara estranha e comecei a tentar posicionar a bolsa melhor, tentei com as mãos, chutei, e a bichinha não se mexia. Porque ela já estava embaixo do banco! Ainda bem que ele resolveu torturar outra alma e foi embora. Depois eu me lembrei que tinha uma coisa pra guardar na bolsa, mas achei melhor esperar chegar em São Paulo. Vai que, quando eu tirasse a bolsa de lá, o sujeito avançasse em mim que nem um javali louco, babando de ódio, e rosnasse:
- ABOLSAEMBAIDOBANCO!
Ele ainda poderia dizer: "ABOLSAEMBAIDOBANCO...SENHORA". Achei que não valia o risco.
A volta - sem comidaNão teve serviço de bordo na volta por causa da turbulência. Papai do Céu, quando inventou esse negócio de avião passar dentro de nuvem, deve ter rido antecipadamente da cara dos idiotas (eu) que iriam suar frio de medo a cada solavanco da aeronave. Isso não está certo.
De qualquer maneira, não se pode chamar de serviço de bordo o que a Gol oferece. Pelo amor de Deus. Eles servem um suquinho e um refrigerante micha e têm a desfaçatez de nos oferecer uma barrinha de cereal e um saquinho (micro) de amendoim. Ainda se fosse aquele sacão de ovinhos de amendoim, mas não. São 15g. E de amendoim descascado! Nem é aquele japonês maneiro cheio de sal. Junto, acompanha uma barrinha de cereal ruim.
PÃO DURICE! Duvideodó treiz veiz que seja tão mais econômico oferecer esta merda que uma caixinha bacana igual a da TAM. No começo, a desculpa era que isso baratearia as tarifas, mas há muito tempo a Gol não é mais tão barata assim. Encareceu e a comida não melhora. Absurdo. Comida é um assunto muito importante e quando eu viajo quero caxinhas gordurebas pra alimentar meu sangue todo sujinho de colesterol. Tiquitiriri.