Contos da noiteSábado eu estava na night, em um lugar de que eu gosto, com as minhas amigas, música boa e... num mau humor fe-lomenal. Explica-se: o local é bom, mas estava cheio, lotado, insuportável. As pessoas esbarravam em mim. Caíam bêbadas umas em cima das outras. E eu odeio gente bêbada quando estou sóbria. Isso é um fator grau 10 de irritação da Fernanda. O problema é que eu resolvi beber um Alexander, drink de nome idiota que estava fraco e enjoativo feito um álbum de figurinhas da Pequena Sereia.
Sem paciência, com o saco arrastando no chão, fui até o banheiro e, quando saí, tinha um HOMEM lá dentro. Era um babaca sem loção que devia ter bebido certamente alguma(s) coisa(s) beeem mais fortes que o meu drink de nome ridículo. Ele ficava repetindo, com a voz engrolada: “Tô aqui porque me chamaram, tô aqui porque me chamaram”. E a mulherada meio perdida sem saber o que fazer com aquilo no meio do banheiro feminino.
Peraí. Como sem saber o que fazer? Contornei o bêbado, saí calmamente e catei o primeiro segurança que vi:
- Tem um homem no banheiro das mulheres. Vai lá tirar.
Se todos os meus desejos fossem assim tão simples, eu estava muito bem nessa vida. O armário entrou no banheiro, não sem antes chamar um outro segurança amigo, claro, porque ele também tinha direito de se divertir. E saíram os dois arrastando o bêbado de dentro do banheiro, direeeeto pra fora da boate. Devia ter sido jogado na rua. Eu queria ver sangue. SANGUE.
Mas valeu. Foi nessa hora que tudo começou a melhorar.