RoooletrandoEu gosto desse programa novo Roletrando, quer dizer, Soletrando, que passa no Caldeirão do Huck. Qualquer jogo pela televisão que eu consiga acompanhar eu gosto.
Esse sábado, pediram pra menininha soletrar “subversivo”. Pô, sacanagem, aí. Claro que essa palavra não faz parte do universo de uma criança de 11 anos. Ela não viveu nos anos 60 e nem viu Anos Rebeldes. Não sabia mesmo o que significava. Mas quem disse que era pra ser fácil, né? A brava candidata foi na intuição e conseguiu. Bacana. Aí passa para o próximo rapazinho. A palavra era: “japonesa”. Ah, essa é mole, né? Mole? O menino tem um momento de hesitação. Eu pensei: “ele deve estar em dúvida se é com z ou com s, a única dúvida que pode rolar numa palavra dessas”. Depois de uns segundos, ele pede:
- Por favor, um sinônimo pra essa palavra.
!
Sinônimo? Como assim, Bial? Foi a vez do Tony Belloto, que é um dos consultores do programa, ter o seu momento de hesitação. Não existe sinônimo de japonesa. Japonesa é japonesa, ora bolotas. Ele deu então a definição da palavra:
- Coisa originária do Japão, ou mulher que nasceu no Japão.
E o garoto:
- E a definição da palavra?
- Bom, a definição é essa...
Peraí... como o menino NÃO SABE o que é “japonesa”? Ele acabou soletrando sem saber mesmo, porque a explicação não parecia nem um pouco ter esclarecido nada pro pobre. Não teve tanta sorte quanto a colega do “subversivo” (que, aliás, perdeu, porque soletrou contorção errado – essa nem eu sabia, achei que fosse com s) e disse que era “japonêsa”, com acento circunflexo. Inacre.