Pré-vacinaçãoComeçou essa capetice de campanha de vacinação contra rubéola. Que saco. Vou ter que me vacinar. Não quero ser culpada por nenhuma criancinha nascer com problemas. Vocês viram a propaganda do Ministério da Saúde? O bebê da mulher vai nascer doente por causa do Joselito que não se vacinou. Ou algo do tipo. Sei que já estou me sentindo culpada de antemão e vou procurar um posto de saúde logo.
O que me dá mais raiva é que na última campanha, em 2001, eu tinha 25 anos e o público-alvo era de 15 a 29 anos. Aí nessa hora eu quis ter 30 anos pra não ter que tomar a agulhada. Agora que eu tenho 30... eles esticam a idade alvo pra 34 anos. Com mil caralhos imunizados! E nem adianta achar que eu tendo tomado a vacina há seis anos eu não preciso tomar agora porque já me informei e tem que tomar de novo. Saco, saco, saco.
Pós-vacinaçãoHoje eu acordei com muita vontade de ter 35 anos, mas, como eu SÓ tenho 30 (praticamente um feto), decidi acabar logo com isso. Tem um posto de saúde perto do trabalho, então juntei umas três ou quatro pessoas, formou-se o bonde da vacina e fomos lá, felizes. Na verdade, na verdade, eu queria mesmo era encontrar um cartaz colorido com muitas figuras dizendo que quem se vacinou na campanha de 2001 já estava imunizado. Mas não tinha o cartaz e ninguém sabia dizer com certeza se precisava mesmo ou não. Como eu já estava lá, aceitei tomar a agulhada.
É, cabeçada, preciso admitir que não dói nada. Isso eu sabia mais ou menos, mas não doeu nada mesmo, foi ridículo, nem teve graça. Impressionante. Fiquei com medo de passar mal que nem no dia que eu tirei os doze tubos de sangue, mas nem. Agora estou duplamente imunizada e nenhum bebezinho vai nascer com problemas por minha causa. Tem que vacinar, gente. Eu vi isso na propaganda.