BailinhoSábado foi a despedida de Veia Saltada no Bailinho. Despedida de Veia Saltada. Não importa se ele vai fazer um mestrado com um nome todo bonito em inglês que já me falou 10 vezes e eu nunca decorei. Não importa que Londres é muito chique. De qualquer maneira, não aceito.
Mas enfim, fomos todos ao Bailinho comemorar a ida de Veia. O Bailinho é uma festa que acontece sem periodicidade definida e nem tem local fixo. Dessa vez, aconteceu em um lugar novo que abriu na Praça Tiradentes, o Espaço Acústica. O lugar está novinho mesmo. As escadas ainda têm aquele cheiro de madeira de casa recém-construída, tipo nosso lar dos cupins. Só que, assim... qual é a dificuldade de um lugar que acabou de inaugurar ter portas no banheiro que trancam? Gente, as casinhas dos banheiros femininos têm que trancar. Pelo amor de Deus.
O lugar novinho também estava despreparado pra quantidade de pessoas que tinha lá dentro. Era muita gente (não as 1500 pessoas que eles anunciaram, mas muita gente) e mesmo quem tinha o convite na mão enfrentou fila de UMA HORA pra entrar, porque O SISTEMA, essa entidade obscura controlada por duendes perversos, estava lento, e todos tinham que fazer um maldito cartão de consumação. Péssima ideia cartão de consumação em eventos desses. Na hora de sair, novamente filas bizarras pra pagar e, pra piorar, não tinha nenhum segurança controlando a fila, resultado? Empurra-empurra, homem passando na frente de mulher usando a força pra furar a fila, o próprio retrato do caos. Parecia a entrada do show da Madonna em 93 (é, gente, 1993, século XX, eu fui, estou ficando velha, em menos de uma semana a idade ali do lado muda pra 34).
Mas olha que mesmo com tudo isso valeu a pena, sabem? As músicas estava ótimas, um momento de diversão atrás do outro. Em um instante de distração, eu esperando tranquila e calma feito água de foco de dengue no bar pela minha cerveja, ni qui Selton Mello passa. Pronto, tô curada.
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Cena do BailinhoRapaz está interessando na Patty Tatty Lu e lança mão de sua melhor cantada:
- VOCÊ FUMA MACONHA?
Pequenas lágrimas emocionadas descem pelos meus olhos amendoados por presenciar uma cena de tamanha sutileza.