Domingo, Agosto 26, 2007

Pedalando e cantando

Tem momentos na vida de uma pessoa em que ela precisa tomar uma decisão. Praia ou neve? Prata ou dourado? Casar ou comprar uma bicicleta?

Pois é. Eu não sabia se casava ou comprava uma bicicleta. Resolvi comprar uma bicicleta, que é de mais fácil manutenção. Comprei no sábado retrasado. No dia seguinte, numa manhã de sol (não exatamente manhã, OK, era uma hora da tarde, mas domingo não tem manhã), lá fui eu, toda pimpona, carregando orgulhosa minha bicicleta pela ciclovia. Aí, aconteceu um momento “isso só acontece comigo”: o pneu estava VAZIO. Cacetes triátlicos! Voltei pra casa frustraderreeeéesima, mas não tinha jeito: a loja já estava fechada e o rei das bicicletas só poderia consertá-la no outro dia.

Mas não fica triste não! Porque no sábado seguinte (sábado agora), aí sim, numa manhã de sol (porque agora sou muito atlética e sábado tem manhã), rumei com Pentel a pedaladas até a praia. Que programa mais saudável. Pedaladas, banho de mar, coco, mais pedaladas, casa, McDonald’s. Ah, gente, era McDia Feliz. Eu já tinha avisado que teria que ir novamente ao Mc. Ajudar as criancinhas com câncer. Como ninguém come Big Mac sozinho, trouxe pra casa umas batatas e um sundae pra me fazer companhia. Eu não me corréeejo.

Eleitos problemas maiores dos passeios bicicletais: pessoas fazendo questão de atravessar a rua passando pela rampinha das bicicletas (coisa que eu nunca pensava quando não era a ciclista que agora sou, bombada, necessária, praticamente a Fernanda Keller). Tem também os loucos que andam rápido e querem, não te ultrapassar, mas te matar (com dor e sofrimento, preferencialmente). E crianças. Crianças também atrapalham um bocado. Menos MiniPentel. MiniPentel é coisa linda de Deus, e não fica dando pinta na ciclovia. Ainda.

Ah, sim, e tinham os chatos da ciclovia. Claro que sim. Porque num ajuntamento de quatro ou mais pessoas, sempre está contido um chato. Tinha lá o casal andando junto. A fêmea era meio lerda, parecia estar aprendendo ou se familiarizando com a ciclovia. Normal, eu também estou. Mas Pentel é minha irmãzuska paciente, então, tudo bem. Só que o macho do casal dos chatos ficava pra mulher assim: “anda! Pedala! Agora! PEDALA! PEDALA!”. Ai, que consumição! Putz grila! Por isso que essa gente namora, cara. Eu com um namorado desse ia mandar logo tomar bem no meio do centro geométrico perfeito desenhado a compasso do olho do... deixa pra lá. Por melhor que fosse o cara, não agüentaria uma coisa assim, não. E olha que o cara nem era tão melhor assim.


postado por Fernanda, às 10:29 PM |

Segunda-feira, Agosto 20, 2007

Fúria gorda delirante

Ontem fui ao Mc Donald's fazer um lanchinho... Na verdade, foi o meu almoço. Há tempos eu estava querendo comer lá em um fim de semana, mas sempre apareciam outras coisas e eu não ia. Ontem quase não fui novamente, porque sábado que vem é McDia Feliz e eu vou comer o Big Mac anual pra ajudar as criancinhas com câncer. Mas o vício encubado falou mais alto, a lanchonete começou a gritar meu nome do outro lado da rua e por mais que eu tapasse meus ouvidos de nada adiantou. Inútil resistir. Lembro que em um tempo longínquo passei uns meses sem comer lá porque li um livro chamado País Fast Food em que o autor conta como tudo é feito. O capítulo sobre a carne do hambúrguer é especial. Sinceramente, eu preferia a lenda da carne de minhoca à verdade que ele conta lá.

Maaas enfim... Infelizmente, durou pouco. Agora eu ignoro e periodicamente me entrego aos prazeres do mundo americano de ser. Se resistir é preciso, comer aquela batata frita é umas trinta e cinco vezes mais preciso. Ganhou.

Cheguei lá e pedi logo um sanduíche daquele do Shrek. É sanduíche de ogro, saca? De homem. Pra encher o bucho do Shrek. Cara, tomei um susto quando vi o tamanho do bicho. Ele tem pelo menos duas vezes o tamanho de um cheddar ou um quarterão. É maior que Big Mac. Ainda tem pepperoni dentro. E eu encarei. Bravamente. Com batata frita. Grande, claro. Porque a moça falou: "Aceita levar uma batata grande por mais 50 centavos?". Claro, moça gentil. Moça amável. Moça generosa. Moça que entende o que vai dentro do meu coração. Adoro as moças do Mc Donald's. Ah, sim. De sobremesa, um Top Sundae. Porque tudo meu tem que ser top.

Saldo: umas duas mil calorias. Mais, quem sabe. O mais assustador é que quando acabei não estava lotada. Não.. comeria um pouquinho mais. Mais umas batatinhas... um misto quente de cheddar... uma torta de maçã. Um empadão de queijo.


postado por Fernanda, às 9:21 PM |

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Fernanda vai a dermato

Ontem fui à dermatologista. No meio de divertidas receitas de filtro solar, cremes preventivos para rugas (não tenho, nunca tenho, mas não custa prevenir), sabonetes franceses, eu quase passava por uma Tatty Patty Lu. Até que, claro, não pude deixar de transformar aquela visita à médica numa visita à médica de verdade. Quando a gente vai ao médico tem que ter doença envolvida.

- Ôooo, dotôra. É que apareceu um sinal na minha perna que ficou preto, preto, cada vez mais preeeto... e depois caiu. Agora está só um relevozinho. Dá uma olhada pra ver se eu preciso me preocupar, fazênufavor.

E lá foi a tiazinha com a sua lupa gigante.

- Está vendo? É esse aqui. E ó, esse aqui do lado está indo pelo mesmo caminho.

"Hum, hummmmm"... a médica com a lupa. Finalmente, ela sentencia:

- É, eu vou dar uma cauterizada neles.

Cauterizada? Cauterizada? CAUTERIZADA???

- Cauterizada?

- Isso. Venho com um aparelhinho, queimo eles e...

Não, moça... eu sei o que é cauterizar. O que eu quero saber é por que demônios acha você que vai fazer churrasco com os meus sinais!

- Mas precisa cauterizar? É câncer de pele?

- Câncer de pele? Não! É só porque esses sinais são feios.

Feios? Como ousa falar assim das minhas lindas pintinhas? Sou muito apegada a elas. Bichinhos de Deus de mamãe!

Ela não sabe que está falando com uma pessoa que foge de arrancar os sisos há sete anos. Imagina se eu vou deixar um aparelhinho que queima tocar em mim? Médica nenhuma põe as patas nas minhas perebas!

A não ser que fossem doença de verdade. Aí sim, que o post ia ficar muito mais animado.


postado por Fernanda, às 11:49 PM |

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

A pata do macaco

Era uma vez a nova estagiária que resolveu levar um DVD do filme The Secret lá pra sala. Eu já tinha visto, algumas pessoas já tinham visto, mas depois que ela levou, cada um resolveu fazer uma cópia, assistir novamente (alguns pela primeira vez) e tcharam! O The Secret virou a onda do momento.

Pra quem não sabe, basicamente, a teoria do The Secret afirma que as pessoas devem ter uma postura positiva em relação à vida. De acordo com a chamada “lei da atração”, o mundo acaba assumindo a imagem que temos dele, materializando os desejos que mentalizamos. Diz o filme, precisamos focar no que queremos. Se é dinheiro, temos que, de forma disciplinada, nos imaginar com dinheiro, se é um carro, temos que nos visualizar dirigindo o carro e por aí vai.

Isso resumindo, claro. Em geral, quem vê o filme se rende à teoria simples, mas, na minha opinião, difícil de ser colocada em prática (juro que tento ser positiva, mas os joselitos dos infernos que atravessam o meu caminho diariamente atrapalham um pouco).

Então que em um almoço tentávamos explicar o The Secret a Rato Morto, que fazia o gênero “não vi, não gostei e não fala comigo”. Quando eu falei que no filme o sujeito mentaliza que quer 100 mil dólares, depois 1 milhão, e consegue, Rato declara, solenemente:

- Isso está parecendo a história da pata do macaco.

- Anh? Que pata do macaco, Rato?

- A pata do macaco. Uma vez eu vi um filme em que o cara achou um amuleto de pata de macaco que realizava desejos. Ele desejou ganhar muito dinheiro. Aí o filho dele morreu e ele ganhou uma indenização altíssima.

!!!

Com mil cacetes que tudo podem! Rato Morto acabou com o momento “visualize o que você quer” da galera.

Agora toda hora que eu desejo alguma coisa tenho medo dessa pata maldita. Eu, hein. Pata de macaco, mangalô, treiz veiz.


postado por Fernanda, às 10:44 PM |

Domingo, Agosto 05, 2007

Vozes na minha cabeça

É fato: qualquer dia, acabo enfartando. Acho que vai ser aos 35. Não sei. Sei que agora a moda é eu estar assistindo DVD, parar por algum motivo e esquecer o troço lá ligado no pause. Só que tem uma hora que o DVD desliga sozinho e entra automaticamente na TV. E aí a televisão começa a falar sozinha. Então reparem: eu estou aqui, no computador, blogando, concentradona escrevendo esse monte de porcaria que ninguém lê, quando de repente começo a ouvir vozes na sala do nada. E berrando: tenho que assistir DVD com o volume muito alto, porque quando é DVD o som sempre fica mais baixo. Aí passa pra televisão e faz um estrondo do nada.

Preciso deixar a senha do blog com alguém. Pra avisar vocês, se eu morrer.


postado por Fernanda, às 7:23 PM |

.:EU:.

Fernanda, jornalista, solteira, 31 anos
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.:TRILHA SONORA:.

Como água no deserto/ Procurei seu passo incerto pra me aproximar/ A tempo/ O seu código de guerra/ E a certeza que te cerca me fazem ficar atento/ Não me importa a sua crença/ Eu quero a diferença/ Que me faz te olhar/ De frente/ Pra falar de tolerância/ E acabar com essa distância entre nós dois/ Deixa eu te levar/ Não há razão e nem motivo pra explicar/ Que eu te completo e que você vai me bastar, eu sei/ Estou bem certo de que você vai gostar/ Você vai gostar/ Como lava no oceano/ Um esforço sobre-humano/ Pra recomeçar do zero/ Se pareço ainda estranho/ Se não sou do seu rebanho/ E ainda assim/ Te quero... ("Tolerância" - Ana Carolina)


.:Cabeças que eu conheço:.

3X4 colorido
Por uma vida (a)normal
O Mundo é Estranho
Isso Só Acontece Comigo
DesaBaffa
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Bicho de Asfalto
Edmont Hotel (NY), quarto 1222
Bia Badaud
Crônicas de Pooh
Sarcamos Múltiplos





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