Domingo, Setembro 30, 2007

Sem loção campeão

Tava demais ontem. Só homem bizarro vinha falar comigo. E muitos vieram. Um atrás do outro. Tudo tchutchuco. Recrutados na Ford e na Elite. Cansada dessa vida, resolvi colocar os óculos. Ah, agora sim. Além de enxergar novamente o mundo à minha volta, óculos é espanta palhaço. Poderei curtir a noite na santa paz de De...

- Oi!

Era um moço. Hellooo. Estou de óculos, viu? Eu não nasci de óculos, eu não era assim, não. Atrás dessa lente tem uma pessoa insuportável, atrás dessa lente não bate um coração. Não bate na-da.

- Oi! É que eu estou precisando de aulas particulares... e você com esse óculos só pode ser professora.

NÃAAAAO!!! O que está acontecendo com os mundo??? Ahh


postado por Fernanda, às 4:24 PM |



Mega pop

Essa vida de star está ficando incontrolável. Estava eu no banheiro da boate, antes de me render aos óculos, tentando me olhar no espelho sem a minha lente de contato, cega como um morcego, ni qui uma menina do meu lado me diz:

- Seu nome é Fernanda?

Ferrou. Essa eu não conheço mesmo. Não tenho o menor registro. E olha que eu nem bebi. Muito. Mas estou sem óculos. Vai que é alguém que eu deveria reconhecer e eu não estou enxergando? Malditas pessoas que fumam nas boates e fazem meus olhos arderem. Quero pisar nos olhos delas feito a Beatrix em Kill Bill pra elas verem se é bom ficar sem ver. Piso e ainda escorre uma agüinha. Ah, que raiva.

- Oi, meu nome é Fernanda sim - respondo, com olhos suplicantes irritados pela fumaça. PeloamordeDeus, me diga quem é você.

- Você não escreve um blog?

É leitora!

- Escrevo!

- Ah, eu te reconheci do Orkut!

Rapaz, que susto. Mas foi bom. Pena que eu não tinha um porco na bolsa pra dar autografado de lembrança. Bom, mas leva um post fresquinho em homenagem à cena.


postado por Fernanda, às 4:14 PM |

Sábado, Setembro 29, 2007

O fim

Aqui, qual é a graça de fazer uma história com mistério "quem matou" pra no fim quem matou ser o vilão da novela? Gilberto Braga fez isso em Celebridade, que eu via com tanta vontade, esperei tanto tempo, pra assassina ser Laura, a vilã. Nunca me conformei com esse final. Aí, vem a novela de agora e - adivinha! - ele faz a mesma coisa! Inacre. Pra quê fazer mistério então? Coisa mais sem sentido!

Tá acho meio patético livros de mistério em que o assassino é sempre a pessoa menos óbvia, porque aí também é fácil descobrir: será sempre aquele que aparentemente não tem nenhum motivo pra matar. Por isso li dois livros da Agatha Christie e nunca mais me interessei por nenhum. Achei uma coisa assim meio Scooby Doo. Mas então. Não precisava ser o menos óbvio. Não precisava ser a Rutinha. Mas Gilberto Braga sabe como fazer. Ele fez em Vale Tudo, tão direitinho! Depois de Paraíso Tropical, no entanto, perdi as esperanças de ver a Leila matando a Odete Roitman, indo embora de avião com o Reginaldo Faria dando uma banana pro Brasil, e todo mundo chocado em frente à TV com a revelação. Isso aí nunca mais. O autor deve estar meio totózinho. OK, até achei o motivo interessante, mas não precisava ser o Olavo, né? Dava pra criar um motivo legal pra outra pessoa. Da próxima vez em que tiver novela dele com quem matou, vocês já sabem: o assassino é o vilão. Carece não ninguém ficar queimando a mufa pra tentar descobrir.

Ainda bem que eu não via essa novela, sabe.


postado por Fernanda, às 12:38 AM |

Quinta-feira, Setembro 27, 2007

Vergonhinha

Éramos três mulheres e um homem na mesa do almoço. O papo era "coisas que temos vergonha de comprar na farmácia". As meninas cedo cedo já têm que passar por isso, quando são obrigadas a comprar absorventes. Qual de nós não ficou sem graça na fila pra pagar e não olhou com olhos suplicantes pra moça do caixa que, compreensiva, fez um pacote embrulhado em três ou quatro voltas de papel, pra carregarmos dentro de um saco plástico (de preferência escuro), pra que ninguém, nem o super-homem com visão de raio X, visse que era aquela coisa desabonadora que carregávamos?

Aí quando superamos essa, vem a fase de comprar OB's, seguida pela fase de comprar pílula ou camisinhas. Quando eu comecei a tomar, andava até uma farmácia específica que tinha uma atendente mulher. Eu ia lá só por causa disso. Confesso que até hoje lanço um olhar meio ratomórtico pro balconista quando peço as famigeradas bolinhas. Do tipo: "é isso mesmo que eu quero, você não tem nada a ver comigo, o pobrema é meu, a vida é minha, dá aqui essa espiga de trigo".

Eu e as meninas contávamos alegremente histórias desse tipo. O único rapaz presente na mesa ouvia, quieto, até que resolveu se abrir (ui):

- Gente... vocês têm vergonha dessas coisas porque não têm que comprar KY.

Silêncio. Momentos de reflexão. Eu digo:

- É. Eu nunca tinha pensado nisso. Deve ser bizarro.

E ele conta:

- Outro dia, fui na farmácia e não estava encontrando em lugar nenhum. Aí, fui todo humilde, todo discreto e perguntei pro caixa, baixinho, onde estava. Nisso uma atendente lá na putaqueopariu gritou: "KY??? É ALI, Ó, NAQUELE BALCÃO!" e apontou o lugar. Parecia cena de filme de comédia. Fui andando até lá, humilhado, pra pegar o produto.

É, galera. Tá vendo? Vergonha é roubar e não conseguir carregar. É levar um monte de talher de um jantar chique e eles caírem da roupa bem na frente do segurança. Comprar absorvente, camisinha e pílula é fichinha. Pensem no KY do meu amigo feliz.


postado por Fernanda, às 10:55 PM |

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Engraçado

Outro dia, eu estava lendo um jornal quando MiniPentel perguntou:

- O que é isso, dinda?

Respondi:

- Estou lendo jornal. Olha, esse aqui é o trabalho da dinda – e mostrei a ela um anúncio de uma campanha que fizemos.

Ela olhou, olhou e sentenciou:

- O trabalho da dinda é engraçado.

Não, MiniPentel. Na maior parte do tempo não é engraçado. Por favor. Ninguém aqui quer que você se interesse nem por Comunicação, nem por Informática, nem por Direito. Na verdade, na verdade, você vai ser mesmo violinista. Vai ser uma pessoa calma e doce, com seu instrumento musical. É isso.


postado por Fernanda, às 11:40 PM |

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Bolo de Banana

Ingredientes:
2 bananas
2 ovos
1 copo de açúcar
1 copo de óleo
1 copo de farinha de rosca
1 colher de sobremesa de fermento
canela a gosto e licor a gosto
( maça, passas, granola ou nozes para confeitar o bolo)

Modo de preparo:
2 bananas/ 2 ovos inteiros/ 1 copo de óleo/ 1 copo de açúcar, bater no liquidificador. Misturar com uma colher a este creme, 1 copo de farinha de rosca, 1 colher de sobremesa de fermento, canela a gosto e um pouco de licor ou conhaque. Colocar em uma forma untada com óleo e farinha de rosca. Depois de colocar a massa na forma, por em cima da massa, maçã em fatias, banana em rodelas, passas brancas ou pretas , granola ou nozes picadas e finalizar polvilhando com uma farofa feita com açúcar e canela. Ir ao forno médio por cerca de meia hora.

Fonte: Vera Faria - Brasil (via site TioSam.com.br)


postado por Fernanda, às 10:04 PM |

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Da série: como irritar a Fernanda durante a TPM + inferno astral tudo ao mesmo tempo agora

Saiu o prêmio para eleger a brincadeira mais horrorosa de todos os tempos. É aquela que a pessoa cutuca você pelas costas, aí você vira e ela finge que está conversando, se esconde, sei lá, pra você não ver quem foi. Aí você se vira e a pessoa faz a mesma coisa, você olha de novo e a pessoa se esconde de novo. Ai, que ÓDIO. Isso é uma parada do chato clássico, cara. O chato Casseta e Planeta, sabe? Aquele que, quando a pessoa abre a boca pra bocejar, ele coloca o dedo dentro da boca da pessoa. Esse.

Outro dia, Veia Saltada fez isso no final de um evento. Até aí nada, porque pelo menos ele eu conheço, posso mandar pra um lugar bem longe, cantar a musiquinha anti-stress, essas coisas. Mas aí, miserável coincidência, no dia seguinte, na night, estava eu no bar pegando meu chopp de um milhão de dólares, ni qui me cutucam. Olho pra trás, automaticamente procurando um dos meus amigos, porque, claro, tinha que ser um deles, e não vejo ninguém, cutucam de novo, eu olho de novo e nada. Com mil cacetes ásperos desprovidos de loção! Era algum PREGO sem ter o que fazer, algum idiota que não me conhecia. O cúmulo do absurdo! Se eu tivesse um coração, uma raiva muito grande estaria dentro dele naquele momento.

O que me consola é que da próxima vez que ele cutucar alguém a mão dele vai necrosar, ficar escura e sem vida, e, finalmente, cair. Que nem na piada da pomada pra calo. Alguma coisa pior poderia apodrecer e cair, mas como foi com a mão que ele me cutucou fica pra depois.


postado por Fernanda, às 12:13 AM |

Domingo, Setembro 09, 2007

Conversa de MSN domingo à noite

Kátia Lisa: - Estou deprimida com o Fantástico.

Eu: - Por quê? O que está rolando?

Kátia Lisa: - A matéria é sobre mulheres lindas e bem sucedidas que sofreram a vida toda por amor. Marilyn Monroe, Carmem Miranda, Lady Di etc. Fizeram um livro sobre isso.

Eu: - Que triste.

Segundos de reflexão.

Eu: - Ainda bem que eu não sou linda.

Olha que tudo nessa vida tem seu lado bom. Tchau, pata do macaco. Alô, The Secret.


postado por Fernanda, às 10:34 PM |

Terça-feira, Setembro 04, 2007

Correndo

Um amigo meu virou atleta. Está correndo, o demônio. A onda dele agora é acordar cedo no domingo pra participar de corridas pela orla. E ainda sai na noite anterior. Insuportável.

Ele conta das figuras que participam desses eventos na praia. Gente fantasiada. Outro dia, estava correndo e, de repente, vê passar por ele um sujeito vestido de Cauê, o mascote do Pan. Uma cabeça de sol gigantesca, e o cara ainda conseguiu ultrapassá-lo. Meu amigo ficou arrasado. Mas o pior mesmo foi uma vez em que ele estava numa corrida e, por causa do chip que o corredor leva no pé, o locutor conseguia ver na tela do micro quem era cada um na hora da chegada. Ou seja, o locutor ficava falando "José, parabéns pelo tempo!", "Antônio, você é um campeão" e coisas do tipo.

Meu amigo ficou todo animado, esperando pelo momento de glória em que o nome dele seria narrado para toda aquela platéia. Já que ele não consegue ganhar, ao menos teria seus três segundos de fama. Ia correndo e correndo, ansioso, em direção àquele instante. Só que, na hora que ele ia chegar, que o cara iria falar "Fulano, parabéns", veio um corredor da equipe da Rocinha e passou na frente dele. E o locutor falou "Parabéns, xxxx, da equipe da Rocinha".

...

Que judiação.


postado por Fernanda, às 10:03 AM |

Sábado, Setembro 01, 2007

Bom dia, pata

Você não agüenta mais seu emprego? Quando está no escritório e vê aquele dia de sol pensa "o que eu estou fazendo aqui"? Porque você, na verdade, preferia estar na praia? Você não quer ver a cara do seu chefe? NUNCA MAIS? Você gosta de dormir até mais tarde? Gosta de ficar em casa assistindo à Sessão da Tarde? Você queria ganhar muito salários de uma só vez?

Então...o que você está esperando para fazer um pedido à sensacional PATA DO MACACO? Ela realiza todos os seus desejos! Sairá a SUA DEMISSÃO e você vai poder fazer tudo isso. Ainda vai ganhar um dinheiro extra de FGTS.

Eu acho que vai dar supercerto. Pata do macaco. Tô dizendo. The Secret é para os fracos. Quero ver encarar a pata.


postado por Fernanda, às 4:53 PM |

.:EU:.

Fernanda, jornalista, solteira, 31 anos
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.:TRILHA SONORA:.

Como água no deserto/ Procurei seu passo incerto pra me aproximar/ A tempo/ O seu código de guerra/ E a certeza que te cerca me fazem ficar atento/ Não me importa a sua crença/ Eu quero a diferença/ Que me faz te olhar/ De frente/ Pra falar de tolerância/ E acabar com essa distância entre nós dois/ Deixa eu te levar/ Não há razão e nem motivo pra explicar/ Que eu te completo e que você vai me bastar, eu sei/ Estou bem certo de que você vai gostar/ Você vai gostar/ Como lava no oceano/ Um esforço sobre-humano/ Pra recomeçar do zero/ Se pareço ainda estranho/ Se não sou do seu rebanho/ E ainda assim/ Te quero... ("Tolerância" - Ana Carolina)


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3X4 colorido
Por uma vida (a)normal
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DesaBaffa
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