Domingo, Outubro 29, 2006

Cookie é bom, ninguém quer dar

Estava eu tranqüila e calma trabalhando, ni qui toca o bipe do meu celular, indicando que tinha uma nova mensagem de texto. Oba, torpedo! Fui abrir, toda animadinha. Eu ainda fico feliz e cantante quando recebo mensagens, mesmo correndo o risco de ser uma daquelas propagandas joselípticas da Vivo. Sou uma pessoa que tem esperança.

Então fui lá ver a tal mensagem. Que dizia assim:

“Sol, cu, calor. Tudo hoje me lembra você”

!

Anh?

Ainda processando a informação bizarra, vi, em câmera lenta, a tela do meu celular ficar negra e ele morrer. Não! Ele estava pra descarregar já fazia um tempo, mas resolveu apagar justaNente após eu ler uma mensagem que meu cérebro não conseguia processar.

Bom, não tinha jeito. Eu ia ter que esperar duas horas até a bateria voltar a funcionar e eu poder ler a mensagem de novo. Ao longo deste loooongo tempo, eu me convenci de que, claro, só poderia ter lido errado. Então, após duas horas, liguei o telefone, fui na mensagem e li novamente:

“Sol, cu, calor. Tudo hoje me lembra você”

Lá estava o cu de novo! Como assim, Bial? O que o cu tinha a ver com isso? Desnorteada, peguei o celular e passei para Kátia Lisa. Definitivamente, eu precisava de uma segunda opinião.

Kátia pega o celular, lê e mensagem e...

- Anh??? Cu???

Graças a Deus, eu não estava maluca, sofrendo de alucinações com um cu que não existia. Mas, dois segundos depois, Kátia começa a gargalhar histericamente.

- Kátia, que foi? Que foi que eu perdi?

E ela, esclarecendo o mistério:

- Fê, não é cu... é CÉU. Ele deve ter esquecido o "é", ou então o acento não saiu. Olha só, “sol, céu, calor..”. Faz sentido.

Cacetes equivocados! Eu nunca ia pensar nisso. Mesmo.

Claro que sempre existe a hipótese dele, realmente, ter querido dizer “cu”. Prefiro não pensar nisso.


postado por Fernanda, às 8:34 PM |

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Tá explicado (ou "Como nasceu Metadinha")

Metadinha, o gay mais gay que eu conheço, outro dia fez uma revelação que, juro, me deixou sem palavras. Não, sem palavras, não. Me deixou repetindo insanamente durante uns 10 minutos que aquilo não podia, nunca, ser verdade. Mas era. Porque a realidade é muito mais estranha.

Imaginem que a primeira escola que ele freqüentou, no jardim da infância (ou maternal, sei lá como chamam hoje), quando ele ainda, praticamente, dava os primeiros passos em sua vida e era apenas um mini Metadinha levado e rechonchudo... pois bem, essa escola tinha o seguinte nome: Chupetinha Encantada. É. CHUPETINHA ENCANTADA. A logomarca do colégio era uma chupeta desenhada como se fosse uma coisa mágica. Uma chupeta que realizava assim... todos os desejos da pessoa. O uniforme da escola era metade azul (a blusa era azul), metade rosa (a calça era rosa). Ou seja... era metadinha.

E então, nessa época, lá na Chupetinha Encantada, pluft, nasceu Metadinha. Aliás, nasceu, não. Estreou.


postado por Fernanda, às 11:26 PM |

Terça-feira, Outubro 17, 2006

Pro Chiquinho

Cunhado sem Loção entra de carro em um hotel, onde participaria de uma série de conferências por um final de semana. Na recepção, o guarda pergunta:

- É pro CHIQUINHO? CHIQUINHO?

Confuso, nosso herói, que não se chama Francisco, não mora em Niterói e muito menos tem esse apelido, reflete um pouco e diz:

- Chiquinho??? Não... olha, eu vou pro encontro Sbbrubles.

O guarda, então, o orienta:

- Ah... pois não, o senhor então vira à direta, estaciona o carro, e depois...

Após as explicações do tiozinho, Cunhado segue com o carro, não sem antes comentar com Pentel:

- Pessoal estranho... você viu o que ele me perguntou? Se eu era o Chiquinho... ou se ia pro Chiquinho, sei lá... Eu, hein! Quem é esse Chiquinho?

Pentel olha pra ele, incrédula:

- Sem Loção... não é Chiquinho... o cara perguntou se era pro CHECK-IN.

!

Imaginem só a dicção da criatura. Falando em speed porteirês.


postado por Fernanda, às 11:45 PM |

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

A Bahia religiosa

Uma vez na Bahia, além de comer acarajé e passar mal, você também conhece algumas igrejas. A mais famosa, todos sabem, é a igreja do Senhor do Bonfim (ou Igreja do Bonfim, sei lá). O Senhor do Bonfim é porreta mesmo. Fiz um pedido e ele está se esforçando pra atender. E rápido. Olha, recomendo. O melhor é que ele não guarda rancor: eu bem já cortei uma fitinha que amarrei no meu braço uma vez porque não agüentava mais aquele fiapo rosa desbotado nojento e fedegoso no pulso. Na verdade, na viagem a Bahia cortei outra vez uma nova pulseira, que um vendedor amarrou em mim praticamente à força. Eu ia pra night e aquela coisa pink não combinava com meu anel de cobra e meus brincos de Leona.

Lá na igreja do Senhor do Bonfim tem uma sala bizarra chamada Sala dos Ex-Votos. É uma salinha na qual as pessoas que conseguem graças colocam coisas relativas ao que pediram, como se fossem prova das graças alcançadas. Tem uns moldes de pernas, braços, cabeça, tudo quanto é parte do corpo, pendurados no teto. Tem umas fotos de feridas, de gente doente, de gente viva, de gente morta. Tem tudo que é coisa. Tem até diploma de formatura emoldurado. Quando eu achar o caminho pro Vale, faço um mapa e grudo lá na parede.

A night na Bahia

Cerveja, cerveja, cerveja. O povo adora um boteco e uma cachaça. Graças a Deus! Na minha última noite lá, fomos pra night pesada no Café Cancun, um bar/boate mexicano, feito o Guapo Loco aqui do Rio, que tinha um preço amigável, mas não vendia cerveja Sol. Bar mexicano que não vende cerveja Sol. Entenderam? Nem eu. Frustrada, peguei então o cardápio e pedi um tal de Frozen Rubi. Estava lá escrito, ó, então deviam vender.

Péeee. Resposta errada.

- Não estamos fazendo nada frozen.

Cacetes polares! Olhando novamente o cardápio, disse, jogando milhões de calangos mortos no barman:

- Terceira tentativa, tá? Mojito, vocês têm?

Insuportável. Se veio cuspido, de qualquer maneira, o drink estava uma delícia.


Voltando da Bahia

Uma das minhas malas é da CVC. Achei que o único inconveniente dela fosse me identificar com a pobrada que viaja de excursão pela CVC, mas não. Na hora de retirar a bagagem, vejo a bolsa da CVC, linda, azulzinha, com todas as minhas bugigangas dentro (praticamente a minha vida toda ali), vindo na esteira. Junto dela, mais três. Iguaizinhas. Na mesma hora, meu pobre coraçãozinho gelou. Eu sou uma pessoa atenta, mas eu sou, assim como a última pessoa lúcida do mundo, a última pessoa atenta do mundo. O resto é tudo um bando de distraído dos infernos. Tive certeza de que algum corno sem a melor loção ia pegar a minha bolsa achando que era a dele sem nem reparar que vinham mais três iguais atrás e ia embora com as minhas coisas. Como eu sei que nem sempre conferem a etiquetinha das malas (na ida mesmo não conferiram as minhas), já imaginei a confusão se formando. Isso não podia acontecer! Quando, naturalmente, alguém puxou a bolsa e já ia embora, eu gritei, lá da frente da esteira:

- CONFEREONOMEPELOAMORDEDEUS!

Ante ao meu discreto chamado, a pessoa conferiu. Não era mesmo a bolsa dela e colocou de volta na esteira. Por que eu tenho sempre que conviver com pessoas enroladas à minha volta? Destino que Allah pendurou no meu pescoço.


postado por Fernanda, às 11:17 PM |

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Então o avião não caiu, apenas o vôo da volta atrasou uma hora. Detalhes. Primeiro rezei pra que não caísse, depois, para que, se caísse, que fosse na volta, para que desse tempo de eu conhecer Menina Baiana, que me aturou por cinco dias, e, é claro, Salvador.

Não sei o quanto de paciência terei pra contar dessa viagem maravilhosa. Sinceramente, Bruno e Marrone ainda estão de férias, dormindo embaixo de um coqueiro na Praia do Forte, com seus novos e queridos amigos. Felizes da vida.

A Bahia gastronômica

Gente, uma vez na Bahia, eu tinha que provar to-das aquelas comidas que as pessoas dizem que gostam, e eu nunca tive coragem. Ou vocês pensam que eu vou comer o acarajé que vende na frente do meu trabalho, no Centro do Rio? Não! Nunca me interessei por nada dessas coisas. Mas estando lá, na terra do azeite de dendê, eu tinha que experimentar. Já que toda e qualquer viagem me engorda miseravelmente uns três quilos, que fossem três quilos assim culturais. Quase folclóricos.

Moqueca
Depois de dizer pro tiozinho do restaurante típico que eu sou alérgica a coentro (é a única forma de respeitarem que eu não gosto dessa erva criada por Satã em pessoa, num dia de mau humor. De outra forma, o cozinheiro acha que é frescura e, além do prato vir cuspido, ainda vem DECORADO com coentro. Podem acreditar), experimentei uma moqueca. Acompanhando: vatapá e uma farinha alucinadamente deliciosa que tem no Nordeste. Comi que nem uma porca gorda (ainda não tão gorda, porque era o primeiro dia da viagem).

Carne de sol, purê de aipim e manteiga de garrafa
Ah! Coisa linda de Deus. Não tem nada melhor. Carne de sol eu já conhecia, mas o purê de aipim não. Aqui só se come aipim frito. E a tal da manteiga de garrafa dava o toque especial. Como eu ouvi na viagem, com manteiga, até pedra picada fica bom. Menos coentro, claro.

Acarajé/abará/passarinha
Sentamos em um início de noite pra comer um acarajé no “Acarajé da Loira”. Aqui as pessoas comem podrão na rua, lá é o acarajé. Acompanhado por muuuuitas cervejas, fizemos o acarajé de aperitivo. Nunca pensei que acarajé fosse aquilo, parece um bolinho frito. Não gostei muito dos recheios, mas achei a massa interessante e comi razoavelmente. De quebra, experimentei o tal do abará, que é o acarajé assado. Que Carioca Apaixonado, marido de Menina Baiana, me perdoe, mas o treco é ruim que só. Provei também a tal da passarinha, que vem a ser................. o BAÇO do boi. É. Eu mal sabia que boi tinha baço, nunca tinha parado pra pensar sobre isso, sabe. Quanto mais que baço de boi se comia. E-ca. Mas como eu tenho estômago de avestruz modificado geneticamente, mandei pra dentro, ao menos um pedacinho. Veredicto: nem ruim, nem bom. Fim da história.

Aí que no meio da noite, meu estômago de avestruz geneticamente modificado começou a dizer que existia e queria a minha atenção. Ignorei e continuei dormindo. Não ia dar uma de bulímica na casa dos outros. Eu sou uma lady. Criada pelas freiras cegas que criam cabras nos pastos verdejantes da Dinamarca. No dia seguinte, íamos pra Praia do Forte, distante cerca de uma hora de Salvador. Com meia hora de viagem, eu estava verde, da cor da grama verdejante das freiras que criam cabras e que me criaram também junto com as cabras, em um cenário bucólico. Elas me criaram pra ser uma moça fina, e não alguém que mandasse Menina Baiana parar o carro pra colocar tudo pra fora. Então tomei uma Coca-Cola, que fez seu papel de roto-rooter e melhorei. Passei o dia inteiro chamando o acarajé de brioche, que era pra nem pronunciar o nome daquele troço, porque a simples lembrança me enjoava. Até hoje não posso nem pensar nisso.

Queijo coalho na chapa com melaço
Pra terminar com uma coisa positiva. O melhor queijo coalho da minha vida. Na beira da praia, dia lindo. Muita cerveja pra acompanhar. Ah, teve também a feijoada de Carioca Apaixonado. Melhor que a dele, só a de Mamãe Joselita.


postado por Fernanda, às 11:54 PM |

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Vôo

Eu vou. E vou de Gol Linhas Aéreas. Quem for de rezar, reze.

Eu volto. Apareçam dia 8. Ou 9.


postado por Fernanda, às 1:06 AM |

.:EU:.

Fernanda, jornalista, solteira, 31 anos
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Como água no deserto/ Procurei seu passo incerto pra me aproximar/ A tempo/ O seu código de guerra/ E a certeza que te cerca me fazem ficar atento/ Não me importa a sua crença/ Eu quero a diferença/ Que me faz te olhar/ De frente/ Pra falar de tolerância/ E acabar com essa distância entre nós dois/ Deixa eu te levar/ Não há razão e nem motivo pra explicar/ Que eu te completo e que você vai me bastar, eu sei/ Estou bem certo de que você vai gostar/ Você vai gostar/ Como lava no oceano/ Um esforço sobre-humano/ Pra recomeçar do zero/ Se pareço ainda estranho/ Se não sou do seu rebanho/ E ainda assim/ Te quero... ("Tolerância" - Ana Carolina)


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